[RESENHA] Os Rothwells #2: Lições do Desejo
Oiii seus lindos, estamos de
volta com a família Rothwell, uma das amadas famílias que nos foram dadas de
presente pela editora Arqueiro, que já nos é uma velha conhecida na publicação
de romances de época. Então hoje teremos um pouquinho sobre o segundo volume da
série dos Rothwells, e se quiserem saber um pouquinho mais sobre o que achei da
história é só continuar lendo.
Neste livro somos apresentados
a história da icônica Phaedra Blair, aquela mulher exótica e independente que
nos foi apresentada no primeiro livro como a improvável melhor amiga da Alexia
(vocês podem conferir a resenha do primeiro AQUI). Phaedra é uma mulher que
acredita no amor livre, que não se prende a regras e convenções sociais, ela
segue única e exclusivamente o que sua mente e seu coração determinam.
Acontece que agora ela possui
uma grande missão: publicar as memórias de seu pai, que ao falecer pediu que
ela publicasse na editora da família suas histórias da sociedade londrina, e a
perspectiva desta publicação tem deixado diversas famílias eufóricas, dentre
elas os Rothwells.
Neste contexto, somos
apresentados a lorde Elliot Rothwell, o clássico homem da alta sociedade:
extremamente atraente, mas com uma sutilidade implícita, o que acaba por torná-lo
tentador, e consequentemente faz com que ele tenha um grande sucesso com as mulheres,
mas estes efeitos são irrelevantes para o que ele realmente precisa: convencer
Phaedra a não publicar as memórias de seu pai, que poderão acabar por manchar,
de forma irrevogável, o nome da família Rothwell.
Em busca de uma publicação fidedigna,
Phaedra vai para Nápoles, para descobrir se algumas das informações do
manuscrito são verdadeiras, mas neste meio tempo um equívoco acaba por fazer
com que ela seja presa, e é nesta situação que seu caminho efetivamente se
cruza com o de lorde Elliot.
Elliot foi o irmão escolhido
para convencer Phaedra a suprimir a parte das memórias que mencionam sua família,
e para isto ele vai a Nápoles, e acaba encontrando a Srta. Blair em prisão
domiciliar, mas graças ao prestígio como grande historiador e escritor, fora o
prestígio da família, ele consegue libertar Phaedra, mas ela acaba ficando sob
sua tutela, o que o torna responsável por ela até que eles retornem a
Inglaterra.
Depois disto os dois percorrem
uma das áreas mais românticas da Europa em busca de respostas, mas vão acabar
descobrindo que discordam de praticamente tudo, menos no fato de que a química entre
eles é incrível e que na cama não há discordância entre eles.
Há muito tempo eu não sinto
tanto medo com uma leitura como eu senti com esta, porque a Phaedra se mostrou
uma mulher extremamente forte e determinada, que sempre acreditou que o fato de
ela ser mulher não poderia ser impeditivo de nada e que um homem não
determinaria seu caminho, e quando o romance com Elliot começou, eu juro que
comecei a pensar que a autora ia destruir a personalidade forte dela porque “é
preciso ceder em alguns pontos no amor” e aí cairia por terra todas as defesas
que a personagem fez anteriormente.
Mas fiquei muito feliz de que
ela tenha sido fiel a quem ela era e suas determinações permaneceram com ela
até o fim, mesmo quando por questões legais (já que naquela época a mulher não possuía
direitos) ela teve que sucumbir a uma convenção social.
Em muitos pontos eu fiquei
irritada com o Elliot porque ele se mostrava extremamente autoritário e em
algumas soava até mesmo machista, mas compreendi o lance do machismo porque na
época essa era a realidade, e se considerarmos os padrões ele não era nem tão
machista assim, se é que se pode dizer desta forma, mas este pensamento foi o
que me auxiliou para conseguir fluir com a leitura.
Eu gostei do ambiente onde a
história se passou e das descobertas que os personagens fizeram, gostei de como
o relacionamento começou e como a paixão começou a fluir, mas demorei um pouco
na leitura porque infelizmente eu passei todo o tempo pensando “na próxima página
ela vai avacalhar a personalidade da Phaedra” ou “Tenho certeza que depois
disto ela vai fazer a Phaedra sucumbir e acabar com a personalidade dela” não
leiam pensando assim tá? Leiam com o conforto de saber que as concessões feitas
não interferem na essência da personagem.
Estes livros só tinham um
problema e que já foram sanados pela Arqueiro, que eram as capas (falei no
resenha do primeiro livro) que não tinham nada a ver com a descrição da personagem,
e aqui temos o mesmo padrão. No primeiro livro a Alexia era morena e a modelo
da capa loira, e felizmente foi alterado, e neste livro temos uma personagem
com cabelos castanhos ou castanhos avermelhados se forçarmos muitoooo e a
Phaedra tem escandalosos cabelos vermelhos vivos, daqueles bem chamativos e que
chocavam a sociedade londrina, e como podemos ver para a alegria geral da
nação, a capa foi alterada.
As folhas são amareladas, a
fonte é de um tamanho confortável e encontrei pouquíssimos erros de revisão, a
diagramação é bem simples, mas segue aquele padrão de capítulo iniciando no
meio da página quando o capítulo anterior termina no meio da página, que não me
causa um tique muito grande, mas sei que incomoda algumas pessoas.
De toda forma é uma leitura
muito leve, com uma história gostosa e cheia de descobertas não só sobre o
amor, mas sobre como é possível adequar os relacionamentos de forma a atender a
personalidade de todos os envolvidos, claro, quando o amor realmente existe.
Estou mais do que ansiosa para conferir o próximo volume, que irá contar a
história da prima da Alexia, que nos foi apresentada lá no primeiro livro.
Título: Lições do Desejo | Série: Os Rothwells | Páginas: 272 | Autor(a): Madeline Hunter | Tradutor(a): (se tiver, se não apaga) | Editora: Arqueiro | Ano: 2013
Marcadores: Editora Arqueiro, Madeline Hunter, Os Rothwells, Resenhas
0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial