[RESENHA] Recordando Anne Frank: A história da Mulher que Ajudou a Esconder a Família Frank
Oiii seus lindos, hoje vamos
falar um pouquinho sobre Recordando Anne Frank, o livro que foi escrito pela
mulher que enfrentou os nazistas e ajudou a esconder a família Frank atrás de
uma estante em Amsterdã. É outro lado, mais amplo de uma das histórias mais
conhecidas do mundo, então logo que a Gutenberg ofereceu o livro eu tive que
pedir, porque um dos meus livros preferidos da vida é O Diário de Anne Frank.
Então bora lá conferir o que achei desta história.
Neste livro temos a história de
Miep e Hanck Gies o casal que por mais de dois anos escondeu a família Frank e
seus amigos judeus, lutando contra tudo o que era pregado na época pelos
nazistas, o casal ajuda e faz o possível para manter seus amigos seguros e
alimentados.
Com uma clareza e uma
sensibilidade invejáveis, das quais eu vi em poucos livros, Miep Gies conta
como foram os anos antes do holocausto, os durante a guerra enquanto escondia a
família Frank e o que ocorreu depois de a família ter sido traída e entregue
aos nazistas (coisa muito importante para mim, porque quando li O Diário de
Anne Frank fiquei me perguntando o que teria acontecido depois).
Miep sobreviveu as duas guerras
mundiais, ao final da primeira ela era uma menina desnutrida vivendo em Viena (Áustria)
que foi enviada à Holanda para ser alimentada e sobreviver, ao final deste
processo ela deveria retornar para sua família, mas quando a garota finalmente
se recuperou ela já não era mais uma garota austríaca, já havia se tornado
holandesa e acabou ficando por lá com a família adotiva. Assim ela se tornou
uma moça forte e independente, que começou a trabalhar para custear suas
coisas, até o momento que ficou desempregada.
É quando uma amiga da família
de Miep avisa que há um escritório precisando de uma secretaria substituta que
conhecemos Otto Frank, o presidente da empresa. Aí começa uma relação de
trabalho, mas a medida que o tempo vai passando Otto se apega a Miep, pois é
uma amiga com a qual ela pode falar em alemão e sobre a família que ele ainda
não conseguiu trazer da Alemanha.
Quando Otto consegue finalmente
levar a família para Amsterdã, a nossa tão conhecida e amada Anne tem só uns
quatro anos, e acho que é isto que me encantou tanto neste livro. Quando lemos
O Diário de Anne Frank, ela já é uma adolescente (ela tinha 13 anos quando
ganhou o diário do pai) e eu sempre fiquei curiosa para saber como as coisas
chegaram ao ponto em que chegou para eles, como eles tinha tido a ideia de ir
para o abrigo? Como eles conseguiram um abrigo em um tempo que isto era artigo
de luxo para um judeu? Entre outros questionamentos (sim gente eu nunca
pesquisei nada sobre Anne Frank e sua família para fora do diário, sempre
fiquei com medo de descobrir coisas que eu não ia querer saber e preferi ficar
com minhas duvidas), mas todos os meus questionamentos de O Diário de Anne
Frank foram sanados com este novo livro.
A maneira como a autora narra
os acontecimentos é de uma sensibilidade tão grande que é impossível não sentir
o que ela diz sentir, serio não tem como não sentir o coração martelando de
medo ou de alivio no decorrer da história, foi impossível não derramar algumas
lagrimas e não sentir a revolta pelo nazismo. É uma parte da nossa história que
o mundo já conhece, mas que precisa se aprofundar mais, e para além dos
pensamentos sensíveis de uma adolescente, este novo livro trás a perspectiva de
fora, de alguém que não sentia o medo opressor de ser judeu, mas que ainda
assim sofria muito por causa daqueles que amava.
Cada ponto deste livro me
prendeu, não tenho um defeito pra apontar do enredo ou da escrita da autora que
é total e completamente envolvente, que faz a gente sentir e viver aquilo que
ela está descrevendo, só posso dizer que com certeza foi o melhor jeito de
começar o ano, e que é um livro que vou levar para sempre comigo.
Quanto a edição não achei erros
graves, só alguns de português ou de digitação que não atrapalham a leitura, a
capa é muito lindinha e as folhas são amareladas o que eu realmente amo porque
meus olhos agradecem.
No mais só posso dizer que eu
real e verdadeiramente amei este livro, que eu preciso conhecer o museu de Anne
Frank e que se você ainda não leu O Diário de Anne Frank, você PRECISA LER e
logo depois você irá NECESSITAR ler Recordando Anne Frank.
Título: Recordando Anne Frank | Páginas: 219| Autor(a): Miep Gies e Alison Leslie Gold | Tradutor(a): Iris Figueredo | Editora: Gutenberg



